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A quem interessar possa

sexta-feira, janeiro 20, 2006


Cada cidade com suas esquisitices, pelo menos eles nao prometem trazer a pessoa amada em 3 dias. Posted by Picasa


Vista do parque Moinhos de vento, com um monumento ao Castelo Branco (n�o deve ter muitos por a�) e o hotel sheraton. Porto Alegre � uma cidade muito bonita por limitar a quantidade de pr�dios altos, nao se ve nada parecido com copacabana. E tem parques onde nao da medo de tirar a camera em publico. Beijo pra Juliana que me acompanhou em pensamento, proxima vez a gente se ve. Posted by Picasa


Pra deixar bem claro que eu estive l�, mas nem todas as fotos saem boas... Posted by Picasa


Que beleza as tartaruguinhas no parc�o dos Moinhos de Vento! Posted by Picasa


Atentado ao pudor!  Posted by Picasa


Belo por do sol na usina do Gasometro. Quem encontra um s�mbolo f�lico? Posted by Picasa


Essas � a chamada Ferrari, que faz a coleta seletiva e vende o lixo para reciclagem. � uma vergonha que no Rio a coleta seletiva se limite praticamente a latas de aluminio e papel em muitas areas. Posted by Picasa


Olhando atentamente, nota-se que os vandalos porto alegrenses dominam a lingua portuguesa e resolveram corrigir a placa. Pare (imperativo na terceira pessoa do singular) foi corrigido pra P�ra (imperativo na segunda do singular, como � de costume por la). Muito bom, mas acho que s� eu prestei atencao. Posted by Picasa


Mas que os cartazes de propaganda estragaram. Posted by Picasa


Fachada Art Deco que minha m�e amou, Posted by Picasa


Bah, mas como sao machos esses anarquistas! Posted by Picasa


Palacio da justi�a? Foto do meu pai. Talvez seja a justi�a fugindo. Posted by Picasa


Os porto alegrenses realmente nao se conformam com o vandalismo, e tem uma maneira muito peculiar de se comunicar. Em vez de "Nao tranque o cruzamento" as placas dizem "NUNCA trave o cruzamento". Ate que eu gostei! Posted by Picasa

Ano Novo em POA

Foi motivo de espanto uma família de cariocas passar o ano novo em Porto Alegre. A cidade estava completamente vazia e quase tudo estava fechado. Passamos o ano novo em uma pizzaria. 
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segunda-feira, janeiro 16, 2006

Freakaholics

Odeio admitir que sucumbi ao apelo da media e fui enganado. Terminei hoje de ler Freakonomics e fiquei muito decepcionado. Todo mundo já deve ter ouvido falar neste livro, como um jovem economista (auxiliado por um jornalista para tornar a leitura mais agradável) com sua maneira inovadora de ver o mundo surge com enfoques revolucionários para entender os problemas e triunfos de nosso tempo (na verdade o único triunfo abordado no livro é a queda na criminalidade, que ainda não chegou ao Brasil). Passei um semestre ouvindo falar sobre este livro e sobre o autor, e não resisti.

Mas por que tamanha decepção? Não que o livro seja ruim, não é. Mas simplesmente não faz juz a toda a reverência que se faz a respeito. Na verdade, é justamente o excesso de elogios que irrita. Elogios na capa, contracapa, orelhas (como em todos os livros), no prefácio, na introdução, e uma página de elogios ao autor (anteriormente publicados em jornais e revistas de economia) no início de cada capítulo. Sinto que o autor pôs seu CV à venda.

O que impressiona em Freakonomics são os temas abordados, as conclusões às quais se chega, e a metodologia empregada. Talvez nunca antes o grande público tenha tido acesso a um conteúdo tão controverso que realmente mostrasse em detalhes sua metodologia (ihhh, já estou parecendo os puxa-sacos do prefácio). Ao contrário do que estamos habituados, as estatísticas não são jogadas de qualquer jeito e associadas a uma determinada conclusão lógica. Todas as etapas do raciocínio desenvolvido são explicadas, e o autor não passa impressão de que estava querendo apenas comprovar uma tese. Consegui reconhecer duas falhas estatísticas, mas apenas na comunicação dos dados, não no raciocínio em si (afinal o cara certamente sabe muito mais de estatística que eu).

O livro começa meio devagar, se prolongando na auto-promoção do autor, e depois vai entrando no que interessa: trapaça no sumô, nas salas de aula, nas corretoras de imóveis, nos sites de relacionamento, criminalidade, aborto e armas. Depois entra num anti-climax sobre criação de filhos e atinge o cúmulo da futilidade teorizando sobre as razões dos nomes de crianças. Tinha espaço pra muito mais alí, claro que tenho que reconhecer que tem muita pesquisa por trás de cada página, mas o livro é muito curtinho pra ter causado todo esse furor. É óbvio que ao fim podemos ler uma lista de todos os trabalhos do cara antes deste livro abordando os mesmos temas, onde provavelmente se encontram análises mais detalhadas de cada assunto - mas provavelmente não tão fáceis de ler - como eu disse, propaganda.

Talvez seja aquela típica decepção ao final de cada livro, mas não sei não. Acho que fui vítima do marketing. Vai entrar como o primeiro não ficção da minha lista de livros decepcionantes. Quem tiver curiosidade não compre, me peça emprestado, essa é minha única vingança.