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A quem interessar possa

quinta-feira, novembro 29, 2007

Rapidinhas

Talvez o blogspot seja como o hotmail, que apaga a sua conta se ficar muito tempo inativa, então vou driblar a falta de assunto e tempo para dar notícias de vida.

  1. O paradoxo das jacas está para ser quebrado. Recentemente capturei uma jaca para consumo, mas infelizmente esta era do tipo Jaca-dura e estava verde. Foi para o lixo um pouco antes da descoberta de que suas fibras poderiam ser usadas para o preparo de alimentos vegetarianos engana-trouxa. Quando encontrar uma boa jaca-manteiga madura e de fácil alcance, eu vou lá e créu. Além de boa pura ou cozida em compotas, a jaca é nutritiva, seus caroços podem ser torrados e consumidos como castanhas. Fontes obscuras alegam semelhança com as avelãs, rumor a ser comprovado no meu próximo churrasco. Ah, a madeira da jaqueira também é de lei (sei lá o que isso significa): com tantas qualidades, não sei como a jaqueira não desbancou o babaçu e a carnaúba como "árvore da vida".
  2. Oficialmente eu entrei para a classe desprezível de pessoas que não sabem onde guardaram o título de eleitor, mas têm ao alcance das mãos um ridículo pedaço de papel que comprova a participação nas últimas eleições. Estou envergonhado.
  3. O Banco Santander tem me ligado insistentemente, procurando por uma tal de Tatiane Costa. Já tentei de tudo:
  • Explicar para eles que a Tatiane não é mais assinante daquela linha. Não funcionou porque, como já se sabe há tempos, atendentes de call center não tem cérebro ou autoridade para lidar com situações diferentes das previstas por seus supervisores. Isso já foi feito uma dezena de vezes.
  • Ligar para o Santander e explicar a situação: quase fiz isso, felizmente percebi na primeira gravação que isso é problema deles e que os atendentes passivos são ainda menos autônomos que os ativos (aprendi isso no primeiro episódio de O Sistema), não vou perder o meu tempo com isso. Decidi então que minha boa vontade vinha sendo excessivamente explorada até então. Foi nesse dia que os aspirantes Matias e Neto decidiram ir pra guerra.
  • Respondi com convicção: "Pois não, eu sou a Tatiane." A atendente demorou um pouco para aceitar a minha voz e pediu que eu desse alguns dados para confirmar a identidade. "Vocês que estão me ligando, você que diga os meus dados para confirmação, não vou entregar meus dados para ninguém". Como eu não tinha um caderno em mãos, acabei deixando de anotar, mas talvez tenha oportunidade de guardá-los no futuro. Será que isso constitui falsidade ideológica? Resultado: ela se relutou em acreditar que eu era a Tatiane, e eu desliguei na cara dela, muito ofendida.
  • Disse que conheço a Tatiane e que o celular agora é meu. Muito prestativo, dei o número do telefone de trabalho da Tatiane (whahwahwahwahwa). Esta foi a última vez que tive oportunidade de falar com eles.
  • Logo que comecei a me divertir com isso eles pararam de me ligar, desde ontem. Próximos passos serão: Dar outros telefones de trabalho (o próximo será de um gerente do Santander escolhido aleatoriamente); informar com muito pesar o falecimento de minha querida irmã Tatiane; Chamar a Tatiane, que está ocupada, e enquanto esperamos ler para o atendente um trecho da Bíblia, ou colocar alguma música.
Espero que o Santander seja mais cuidadoso com os investimentos dos clientes que o são com seus dados pessoais.