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A quem interessar possa

domingo, novembro 30, 2008

The Hugo Chávez Show: Imperdível

Isso é algo que vai além de direita ou esquerda. Só este episódio já diz tudo. Vou parar de falar mal do Lula.

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sábado, novembro 29, 2008

Perspectiva

Quem me conhece bem sabe que eu não ligo muito para futebol, mas adoro discutir então não consigo ficar fora dessa. Quando o Botafogo sofre uma falta que não é marcada pela arbitragem e perde o jogo, a culpa é evidentemente do Botafogo. Se o Botafogo reclama insistentemente do lance, isso é sinal de falta de espírito esportivo, e se desqualifica a bandeirinha que por acaso pertence ao sexo feminino, é caso flagrante de machismo.

Com o Flamengo é diferente. Pouco importa que, de fato não tenha havido penalty ou erro de arbitragem. O árbitro que apita partida do Flamengo deve parecer honesto, não basta apenas ser honesto. E o erro de arbitragem que prejudica o Flamengo é um erro maior.

Conversei com um amigo meu, flamenguista (apesar de não ser carioca) e racional (isso é possível, não sejamos preconceituosos), que me mostrou como este é um problema complexo. Eis a revelação:
Não é que eu não seja capaz de aceitar uma derrota do Flamengo, mas eu não esperava um erro desses do Simon.
Eis a mudança de perspectiva: Se um árbitro de renome internacional toma uma decisão controversa contra qualquer time, a resposta do flamenguista racional seria:
Este não é um árbitro qualquer, é o Simon. Você realmente acha que ele sacrificaria a própria reputação errando deste jeito?
E isso é perfeitamente natural. A perspectiva do flamengo é esta, e provavelmente qualquer outro time teria a mesma reação.

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terça-feira, novembro 25, 2008

Coisas de Homo-sapiens-decendentes

Eu confesso, já fui --- quando jovem e estúpido, o que acho que ainda sou --- a favor da política de cotas. A bola de neve que se criou me leva a crer que no futuro vamos evoluir no tratamento da justiça social a ponto de que eliminem-se todos os concursos para dar lugar a sorteios, estes sim imparciais acima de qualquer suspeita.

E o debate continua interminável. Será que ainda é necessário escrever tanto para demonstrar que o absurdo é absurdo?

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quinta-feira, novembro 06, 2008

Obama III

Uma questão interessante que surge agora é a seguinte: Uma vez que a esquerda mundial é unânime contra Bush e Obama foi eleito como o candidato da oposição, como sobreviverá o discurso ideológico anti-EUA daqui pra frente? Obama é um ídolo mundial, mas será que ele vence a "solidariedade" de outros "líderes" "carismáticos" com Chávez e Fidel que não se cansam de culpar o império por todas as misérias do mundo?

Obama já declarou uma certa antipatia por Álvaro Uribe, mas será que ele se alinhará àquela gentalha? Já tem gente apostando que é questão de tempo até que Obama se torne o novo alvo e o discurso anti-Bush se recicle em anti-Obama. Eu espero que assim seja, ou melhor, preferia que Huguinho e Fidel mudassem, mas acho que é tarde demais para isso.

Ainda mais interessante: como será possível manter o discurso anti-EUA agora e atacar Obama sem parecer racista ou anti-democrático? Lula usou as origens de Evo Morales para classificar sua eleição como a coisa mais fantástica que já aconteceu na América Latina, e teve que repetir o discurso para elogiar a eleição de Obama também. Será que agora vai finalmente chegar o momento em que será possível deixar as origens de lado e avaliar as pessoas e as coisas pelo que elas realmente são? O Bolivarianismo e o radicalismo islâmico sobreviverão a isso? Infelizmente eu sei que sim mas ainda acho que será interessante ver como isso vai acontecer.

De qualquer forma, o mundo inteiro está acreditando (eu inclusive) que o Obama não é o que os Republicanos procuraram passar aos eleitores, e eu estou contando com isso. Não porque eu tenha esse facínio todo por ele, mas porque eu acredito que os americanos sabem o que seu país tem de bom e eles não vão jogar isso tudo no lixo.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Obama II

OK, a eleição do Obama não teria o mesmo impacto que o 11 de Setembro porque todo mundo já tem uma idéia de que isto poderia acontecer, não seria nenhuma surpresa. Não vou entrar aqui no mérito de que boa parte da população mundial já sabia que era dia 11 de Setembro dia 11 de Setembro (provavelmente ao olhar para o calendário) porque isto não faz o menor sentido.

-- Cara, hoje é dia de 11 Setembro de 2001
-- Sim, e daí?

CABUUUUM!
Já entrei, agora voltando ao planeta Terra.

A eleição do Obama trás a todos nós que nascemos depois da década de 60 a oportunidade de ver um presidente americano extremamente popular com aura messiânica sendo assassinado por um compatriota fanático. Acho que eu vou passar todos os dias da minha vida --- exagero, só durante os próximos 4 ou 8 anos --- achando que é 11 de Setembro.

Por via das dúvidas: todo dia ao acordar, pronuncie a data em voz alta (Em inglês, se possível). Se soar catchy, fique ligado.

domingo, novembro 02, 2008

Obama

Eu me lembro bem de um dos primeiros parágrafos de O Dossiê Odessa que diz existirem na história momentos durante os quais todos se lembram exatamente o que faziam, onde estavam e tudo mais. No caso deste livro o evento em questão era o assassinato de John Kennedy. Curiosamente, antes mesmo de ler este livro, minha mãe já havia comentado comigo sobre o dia em que recebeu essa notícia, então acho que Frederick Forsyth estava bem certo nesta afirmativa.
Até bem pouco tempo atrás eu pensava que na minha geração, este evento onipresente na memória coletiva seria o atentado de 11 de Setembro. Eu me lembro perfeitamente que era uma terça-feira chuvosa e MENTIRA , eu tive que olhar isso no calendário para me certificar, mas eu lembro que era um dia chuvoso no Rio de Janeiro sim, e que neste dia eu tinha aula de Cristianismo n PUC. Os horários da PUC eram pares, quero dizer, todas as aulas começavam às 8h, 10h, menos a aula de cristianismo que começava às 11h. Por isso eu tinha que esperar 1 hora antes da aula, e foi neste intervalo de uma hora que eu vi na TV a imagem de um dos prédios pegando fogo, ninguém entendendo nada, e depois um segundo avião embucetando se espatifando no outro (e então todo mundo entendeu tudo).
Na verdade tudo o que eu queria dizer é que eu acho que eu posso estar errado. Talvez hoje, enquanto se realiza o maior concurso de popularidade da Terra, esteja se encubando um destes eventos.

  1. Barack Obama é eleito.
  2. Barack Obama não é eleito.

Honestamente, não sei qual dos dois seria mais espetacular.