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A quem interessar possa

terça-feira, abril 21, 2009

Guy Delisle

Ontem, para a minha surpresa, encontrei o álbum (não gosto de chamar histórias em quadrinhos de livros, e acho que Graphic Novels só serve para obras anglófonas) Pyongyang, de Guy Delisle. Tive que comprar imediatamente, apesar da capa horrorosa. Clique na imagem para ver a original.


Descobri a obra de Delisle pela internet ao pesquisar sobre Pyongyang. Recomendei os livros para minha irmã e ela acabou trazendo uma edição de Crônicas Birmanezas como presente de Natal. Adorei (Alice, Hugues e Ciça também) e fiquei sedento para ler Pyongyang e Shenzen (os cadernos de viagem anteriores de Delisle).

Faz pouco tempo, li que Crônicas Birmanesas estava sendo lançado por aqui (com uma capa muito bonita mas que não agradou o autor), e o livro é ótimo (ok, acabei de chamar de livro).Felizmente resolveram contrariar a Lei de Murphy e publicar também um que eu ainda não tinha lido. Shenzen ainda está faltando nas livrarias brasileiras.

Ainda não devorei Pyongyang, mas a ver pela crítica mau-humorada de uma turma maoísta da frança que se auto-intitula a Associação da Amizade Franco-Coreana (se liguem no logotipo da associação, para ver como eles são neutros no eixo Norte-Sul) o negócio é realmente muito bom.

Quem fala francês pode clicar abaixo para ler as apologias ao único estado do mundo que é presidido por um cadáver.

Parte 1
Parte 2

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sexta-feira, abril 17, 2009

Cry Wolf

XKCD se supera mais uma vez. Essa merece ser reproduzida.

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sexta-feira, abril 10, 2009

Vale a pena correr na chuva?

Eu sempre tentei dar as respostas usando projeções de vetores e mecânica dos fluidos, mas o Alexandre encontrou uma forma bem mais fácil de explicar. Ver um episódio do Mythbusters fazendo experimentos caríssimos para questões elementares desse tipo me deixa indignado.

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terça-feira, abril 07, 2009

A Gafe da Gafe

A história já está velha, quase morta, mas para mim ela ressuscitou ontem, quando eu esbarrei na notícia em inglês. Gafe de presidente é uma delícia, especialmente quando o presidente é o ícone involuntário do politicamente correto. Mas gafe de jornalista passa em branco, e a correção vem discretamente, sem pedido de desculpas.

Não percebeu a diferença? Tudo bem que eu mesmo poderia confundir as Paraolimpíadas com as Olimpíadas Especiais, mas os jornalistas deveriam ser um pouco mais bem informados que o público em geral. As Paraolimpíadas são um evento realizado logo após as olimpíadas, com competições entre atletas com paralisias, amputações ou deficiências sensoriais. As Olimpíadas Especiais são realizadas a cada 2 anos, são competições entre deficientes mentais, frequentemente comparadas às brigas em fóruns pela internet.

Quem já viu Murderball deve estar imaginando que os atletas paraolímpicos tenham se mordido de raiva quando a imprensa brasileira confundiu os dois eventos, mas pegaria muito mal ir a público para reclamar disso. Nem eles têm cacife para desafiar o politicamente correto.



Em suma: assistam Murderball, sem este filme eu nunca teria percebido a gafe que a imprensa ocultou. E o mundo real seria menos divertido.

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