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A quem interessar possa

segunda-feira, agosto 31, 2009

A produtividade

Eu tinha ouvido no rádio a bombástica notícia de que, segundo pesquisa do IPEA, este ano viu maior produtividade no setor Publico que no privado. A Band News divulgou a notícia sem a menor contestação, apenas entrevistou especialistas explicando porque a produtividade no setor público estava aumentando.
Fiquei curioso, infelizmente eu não manjo tanto de economia para poder avaliar a pesquisa do IPEA. Finalmente encontrei a explicação de alguém que sabe. Não é muita surpresa que orgãos ligados ao governo definam a produtividade desta forma.
Hmmm, então o mestre que pedir mais extensões de prazo para a defesa
produziu mais. É bom saber.

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quinta-feira, agosto 27, 2009

Com o rei na barriga



Hoje essa música vai tocar na minha cabeça o dia inteiro. Semana que vem eu volto ao normal, um normal mais inteligente, maduro, experiente e responsável que o normal das semanas passadas. Acho que fiquei mais alto e com dentes mais brancos também.

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domingo, agosto 23, 2009

Ainda há vida inteligente no jornalismo?

Pelo menos ainda tem o Sardenberg.

Enquanto estava na cozinha, ouvia no rádio (CBN, às vezes eles dão notícia de verdade) uma pequena matéria sobre Usain Bolt. A reportagem (vocês vão ter que acreditar em mim) mostrava especialistas falando sobre o que faz dele um atleta tão superior. Os especialistas diziam que:
  1. Usain Bolt (2,05 m) é muito mais alto que a maior parte dos velocistas (~1,75 m) e tem vantagens que não podem ser obtidas pelo treinamento
  2. Usain Bolt bate seus próprios recordes atualmente, e seus competidores batalham entre si pela medalha de prata
  3. Os fatores que diferenciam Bolt de seus concorrentes são mais genéticos que técnicos
É de conhecimento geral que:
  1. Existem atletas bem mais altos que 2,05 m nenhum deles muito bem sucedidos no mesmo ramo que Usain Bolt
  2. Usain Bolt comemora escandalosamente todas suas vitórias, algumas delas antes mesmo do fim da prova
  3. Hoje, e desde muito tempo, boa parte dos velocistas de maior destaque são negros
O repórter, milagrosamente, conclui que:
  1. Usain Bolt é um exemplo porque vence pelo talento e não pela força
  2. Usain Bolt não é esnobe, não tenta ser o melhor, ele apenas o é, e vê isso com naturalidade
  3. Usain Bolt traz a mesma exaltação hoje que Jesse Owens (aquele que, dizem os boatos, em 1936 deixou Hitler com a cara no chão por derrubar o mito da superioridade da raça ariana)
Sou só eu que acho que o reporter não entendeu nada? Será que ele estava sendo sarcástico ou foi obrigado a inverter a polaridade das conclusões óbvias para passar uma mensagem mais positiva?
Minhas conclusões seriam:
  1. Usain Bolt se tornou um bom atleta pela persistência e dedicação (como todos os outros), mas se tornou o melhor graças a dons natos. Sua estrutura óssea, ligamentos e sistema cardio-vascular são obras de Deus ou o acaso e a seleção natural, mas não de Usain Bolt
  2. Usain Bolt é tão gritantemente superior que pode se dar ao luxo de ser esnobe, exibido, ou seja, ser ele mesmo e não o bom-exemplo que se espera dos ídolos da juventude.
  3. Os padrões genéticos observados nos esportes trazem um preocupante risco de acirramento das tensões raciais: Negros são mais velozes no chão, brancos são mais velozes na água e no gelo, e os orientais ficam muito felizes de saber que o cérebro é muito mais crítico que os músculos para alcançar a prosperidade.
By the way, muito interessante ler que em 1936 Jesse Owens pode ter encontrado menos discriminação na Alemanha Nazista que no seu país natal.

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sábado, agosto 22, 2009

Cingapura

Eu disse que era off-topic :c)

Cingapura é a terra dos sonhos. Lá o governo é honesto, existe liberdade de imprensa, todos são educados, as ruas são limpas, o emprego é pleno, a comida é ótima, todos falam duas ou três línguas e uma delas sempre é o inglês, a Internet é rápida, os bares não têm contrato de exclusividade com a Ambev ou a Coca-Cola (por isso eles servem matte-leão, ou melhor, serviriam se o matte-leão chegasse lá, e se tudo o que eu escrevi fosse verdade, mas a essa altura do campeonato você já percebeu que provavelmente não é). Ah, e provavelmente os programas escritos por lá compilam sem erros na primeira tentativa, incluindo os textos escritos no LaTeX.

Eu sei que não é todo esse paraíso, mas pelo que eu sei sobre esse pedacinho da Terra, Cingapura põe em risco a idéia de que forte intervenção estatal na economia resulta inevitavelmente em corrupção, repressão, pobreza e atraso. Qual é a mágica que acontece por lá? Será que eles não podiam ou mostrar pra gente qual é o segredo ou então dar errado só um pouquinho para que o resto do mundo parasse de quebrar a cara tentando atingir o mesmo resultado? ``Dá errado no mundo todo, mas olha só, em Cingapura deu certo então vamos tentar, o dinheiro não é nosso mesmo.''

Não, eu não fico sonhando com Cingapura todos os dias. Um comitê de lá deu uma passada na PUC-Rio para mostrar prà gente como o país deles é muito melhor que o nosso. Algo como:
"Nosso país tem 3 etnias por metro quadrado, 40 anos de existência foi explorado por potências estrangeira desde antes de ter população própria e deu certo. Como vocês fizeram pra dar errado?"

Foi logo no começo que um dos nossos professores fez uma apresentação mostrando para eles o projeto que levou acesso sem fio à Internet para as "poor communities" de Cidade de Deus e Santa Marta (ele escreveu assim, até agora me pergunto se é Santa ou Dona). Isso deve ter respondido mais ou menos a pergunta que a delegação Cingapurense trouxe na bagagem mas teve vergonha de fazer. Eles também devem ter se segurado, depois de ver as fotos do local, para não perguntar como o governo daqui determinou que aquilo que mais faltava àquelas comunidades era internet sem fio.

Outro fato que contribui com a minha fixação por Cingapura é que o nome do país começa com S em todas as línguas das quais eu tenha conhecimento (pelo menos as que usam o alfabeto latino, eu verifiquei na Wikipedia, em grego começa com Sigma). Mas em português começa com C. Quando descobri isso, senti a mesma frustração que me tomou ao perceber que Algérie em português é Argélia e portanto seu gentílico é Argelino (não Algeriano como eu vergonhosamente escrevi várias vezes neste blog numa época em que faltavam oportunidades para falar português). Também me lembra do choque de descobrir que o certo é condimentos e não codimentos, como eu pensei que fosse por toda a minha vida de alfabetizado. Estar errado dói, e Cingapura faz com que eu contemple a possibilidade de que eu esteja errado em convicções morais muito (daqui a pouco vou descobrir que se escreve muinto, não duvido de mais nada) mais importantes que a ortografia de nomes de países e ingredientes de cozinha.

Bem, acho que já escrevi bastante besteira por hoje, agora é melhor eu arranjar um bom emprego para deixar de ser hipócrita e poder reclamar dos altos impostos que eu vou ter que pagar.

Já que só estou falando de coisas marginalmente relacionadas, alguém sabe me dizer qual é a codificação de fonte que eu devo usar no Firefox (no Windows) para poder visualizar caracteres hangul (koreano)?

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sexta-feira, agosto 21, 2009

LaTeX ou Comunismo?

Difícil dizer qual dos dois causa mais entraves ao progresso da humanidade nos dias de hoje. Eis que no dia em que minha mulher defendeu sua dissertação de mestrado, eu fico até 2h00 da manhã tentando me entender com essa porcaria.

Quer saber o que é LaTeX? Não procure na Wikipedia, o verbete da Desciclopédia é muito mais próximo da realidade. É uma daquelas coisas que tinham sua razão de ser em determinada época, mas hoje eu vejo que a maior razão para se adotar o Latex como padrão na academia é garantir que as pessoas sem capacidade intelectual de usar o programa sequer cheguem a produzir um documento.

Agora vou pra casa dormir e sonhar com a vida em Cingapura (off-topic).

Curiosidade: Donald Knuth nunca usou LaTeX. Ele sabe o que é bom.

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sábado, agosto 15, 2009

Estréia (com acento)

Finalmente mostrei pela primeira vez (primeira pra mim) o resultado da primeira brassagem da Henrik-Boden. Como se pode ver, é uma cerveja de cor dourada, quase opaca. A cobaia foi meu colega e amigo brasiliense, Davi.




A espuma não é do tipo muito densa e persistente, mas pode-se ver que ela passa da borda do copo. Senti um bom gosto de lúpulo, mas pouco perfume. As bolhas se formam sobre a língua, atrapalhando um pouco a sensibilidade, isso fez com que a cerveja ficasse mais gostosa no fim do copo.



A um começo animador, timtim.
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É mais forte que eu

Preciso... espalhar... As vozes...
Saia da minha cabeça!!!!!!

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sexta-feira, agosto 14, 2009

Aos Inovadores

A morte de Les Paul me pegou de surpresa. De surpresa mesmo porque faz algumas semanas que eu descobri que ele ainda estava vivo.



Hmmm, este vídeo com o Stanley Jordan me deu vontade de homenagear outro inventor/instrumentista, cujo invento eu pude apreciar nas mãos de Greg Howard em 2005, e que ainda está vivo. (Na verdade eu queria postar o vídeo que mostra ele tocando seu invento, mas o embedding estava desabilitado, grrrrrrr...)



Na verdade, a guitarra elétrica, como quase toda grande invenção em perfeita sintonia com seu tempo, teve mais de um inventor. O outro foi o suíço Adolph Rickenbacher, criador da frying pan e das guitarras Rickenbacker. Teve também um brasileiro (outro Adolfo, um baiano) que criou o Pau Elétrico na década de 1940 para usar no carnaval da Bahia, mostrando desde então a vocação dos trios elétricos para a sacanagem e o duplo sentido.

E aí está, eu quebrei o silencio do blog sem precisar escrever quase nada.

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